15 de fev de 2009

Moto Nonsense - Esta Mia Rider faz "a" galhofa em Santa Cruz do Sul











"Parece um monte de lixo, mas o pessoal se impressiona quando vê que isto aí anda..."

No sábado (dezembro de 2008) veio uma trupe muito do legal no encontro de motoqueiros, que armaram o barraco aqui em Santa Cruz, na praça, ali na frente da Catedral. "Esta Mia Rider", que, segundo disseram, no dialeto ítalo-brasileiro das bandas de Garibaldi significa algo como "Não Ria".

Típicos gringos loucos, à la Feline com Monty Python, vêm com motos, carros montados em galpão, enferrujados, com arames, lata de ervilha, barril, pedaço de carrinho de mão, eixo de carroça, banco de trator, corda, caveira de boi, penico, engrenagem de batedeira, pedaço de revólver... um escambau! Juro que, quando vi aqueles troços, pensei que eram "de enfeite" - pra botar em algum jardim excêntrico -, montadas com peças de ferro velho e outros cacaredos. Mas as coisas andam e, na verdade, por de trás daquela rusticidade maluca, híbrida, anárquica, há muito engenho mecânico e galhofagem com cultura pop.

Nonsense total, bicho! Uma das coisas mais estranhas e hilárias era um dos "veículos" que arrastava por uma corda, bem atrás, um tosco caixão fúnebre de madeira, com um velho dentro, que abria a tampa e abanava para o público. O caixão ia arrastando direto no chão. Tão absurdo! Era impossível não rir. Os caras todos fantasiados. Um deles parecia algo como um soldado nazi-crazy, que me lembrou um dos bonecos clones experimentais que aparecem no Blade Runner.

A gringalhada é toda não-profissional, amadores, trabalham durante a semana e fim de semana se divertem numa sátira sem muito enredo.

Havia também uma máquina, feito com um motor do tipo tobata, muito antigo, cuja função era cozinhar ovo de codorna e mover os espetos de uma churrasqueira, cheia de detalhes estramból(t)icos, como um pênis enorme que ficava se movendo à frente, simulando a introdução em algum orifício... Hahaha!!!

Bah! Senti até inveja de não participar em alguma empreitada palhaça dessas! Nós em casa olhando TV... Putz!

As fotinhos que vi nos jornais não fazem juz a bacanisse das máquinas dos caras. Aqueles trecos construídos numa oficina de fundo de casa, onde a fuligem e barro fazem parte da "estética-sucata" simplesmente ofuscavam motonas que deve custar 200 mil reais ou mais. E os caras pareciam se divertir pra valer!!

O "comandante da turma" (viajam num ônibus Scânia velhare), Maurício Agostini, disse pra Gazeta: “Nós viemos para brincar, as motos são feitas para isso. Parece um monte de lixo, mas o pessoal se impressiona quando vê que isto aí anda. É a nossa criatividade.”

*As fotinhos acima eu tirei de http://www.forumnow.com.br/vip/mensagens.asp?forum=94106&grupo=191948&topico=2957839&pag=7&v=1

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