22 de out de 2013

Nem tudo são letras

A propósito, num acaso (ou nem tão acaso assim) li hoje mesmo uma matéria na Galileu de abril passado com o jovem linguista norte-americano John McWorther, que estuda a “internetês” e tem sacadas longe do pessimismo em relação à capacidade de expressão das novas gerações. Mas o que me interessou mesmo foi o que ele falou numa das conferências TED deste ano:

“O Homo sapiens existe há cerca de 200 mil anos, muito antes da escrita. Se condensarmos a história da humanidade a um dia, só começamos a escrever depois das 23h (…). Não foi por acaso que a linguagem oral surgiu antes: ela é nossa forma de comunicação básica. Das civilizações que chegaram à escrita, todas começaram registrando a forma como se falava. Depois, surgiram símbolos que copiam as entonações, como as letras maiúsculas e a pontuação.” (p.34)

Muitas sociedades completamente ágrafas atingiram refinos de sensibilidade impressionantes, basta prestar atenção em objetos de adorno, utensílios domésticos, de trabalho e arquiteturas reveladas por arqueólogos e etnógrafos.

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